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Para evitar atrasos, Geddel investia, naquela altura, para conter disputa entre as 26 empresas ou consórcios que disputam contratos da maior obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) financiada com dinheiro de impostos. Em seminário promovido pela Abdib (Associação Brasileira de Infra-estrutura e Indústrias de Base), Geddel pediu aos empresários que evitassem disputa na Justiça pelos 14 lotes de obras entregues à iniciativa privada.

As obras do projeto de transposição das águas do Rio São Francisco estão sendo realizadas após o fim do recesso do 2º Batalhão de Construção e Engenharia do Exército. Desde junho de 2007, os militares estão executando trabalhos de topografia e construção de uma barragem e dois canais de aproximação do rio com as estações de bombeamento, na região de Cabrobó (PE).

Em dezembro do ano passado, uma liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1-1) chegou a suspender as obras, até o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir pela continuidade do projeto. O Consórcio Águas do São Francisco, formado pelas empresas Carioca S.A, Paulista e Serveng, será responsável por obras de instalação, montagem, testes e comissionamento dos equipamentos mecânicos e elétricos. O projeto da transposição está orçado em R$ 4,9 bilhões.



 

 
Iniciativas
 
O deputado Romero Rodrigues quer a mobilização permanente de todos os municípios nordestinos, dos Governos Estaduais, das Câmaras Municipais, das Prefeituras, das igrejas, das universidades e demais escolas, dos clubes de serviços, das associações comerciais, das federações das indústrias, da imprensa, dos partidos políticos, e de outros segmentos, a fim de que o projeto de transposição do Rio São Francisco tenha continuidade, garantindo o prosseguimento e conclusão dos trabalhos hoje iniciados em Cabrobó, em Pernambuco.

Para ele, somente com a participação de todo o povo será possível que os serviços sejam desenvolvidos e os trabalhos tenham seqüência com maior agilidade, destacando a importância e a seriedade do projeto que poderá finalmente sair do papel, se concretizar e resolver o papel da falta de água para milhares de nordestinos.

Romero Rodrigues acentua que “é indispensável que todos se mobilizem, descruzem os braços e exijam do Governo Federal o cumprimento do compromisso firmado pelo presidente Luiz Inácio lula da Silva. Nada de comodismo. Vamos continuar alertas, a fim de que o nosso povo tenha as condições ideais para viver condignamente. Vamos abraçar esta causa e lutar por nossos direitos. Somos cidadãos e precisamos cobrar aquilo que é de direito de todos os nordestinos”.

Segundo ele, a meta do governo é deixar "irreversível", até 2010, a conclusão dos demais 440 quilômetros de canais previstos no projeto e que atenderão parte dos Estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Para cumprir o cronograma, a orientação do Ministério da Integração Nacional é acelerar os trabalhos. O principal obstáculo identificado é a disputa entre empresários pelo negócio de mais de R$ 3 bilhões.

"O presidente Lula precisa inaugurar o eixo Leste e deixar pelo menos 50% do eixo Norte feito, para tornar o projeto irreversível. A ordem é apertar a obra", disse João Santana, secretário de Recursos Hídricos e coordenador do projeto. "Temos um cronograma a cumprir", afirmou o ministro Geddel Vieira Lima, o primeiro a descartar a paralisação ainda que temporária do projeto.

 
   

 

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