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No seu entendimento “o Governo não se
preparou, não elaborou um projeto técnico
executivo, não consultou a sociedade, não
houve processo licitatório, não apresentou
isso à sociedade”. Destaca que não se sabe
como é que se desenvolve um processo que
prejudica e preocupa a população,
principalmente a que fica a jusante do
açude, que abrange não apenas o município de
Alagoa Grande, mas um grande número de
municípios, com muitos povoados que podem
ficar na mesma incerteza, na mesma
preocupação, sem se ter um projeto bem
avaliado, bem medido, bem planejado, com um
estudo profundo geológico, inclusive, para
dar tranqüilidade a todos.
Ele teme que as pessoas vão se mudar das
cidades com medo de se repetir o quando
vivido no passado quando do arrombamento da
barragem.
O parlamentar disse que o Ministério Público
agiu corretamente no sentido de se precaver
uma nova situação, se antecipando aos
problemas e preservar as pessoas que estão
de fato preocupadas com a reconstrução da
barragem de Camará sem qualquer planejamento
e sem qualquer discussão com a sociedade,
levando-se em conta que o governador atual
assumiu o Governo no ano passado não
apresentou qualquer projeto, ninguém ouviu
falar a não ser na vontade de José Maranhão
de que iria reconstruir Camará, mas sem
ouvir a sociedade.
Romero destaca que já haviam recursos
consignados para a reconstrução dessa
barragem, mas o governador Cássio Cunha Lima
por precaução na época aguardou toda a
deliberação e conclusão final de um processo
que está no âmbito do Ministério Público
Federal que discorda a sua reconstrução.
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Governo deveria abastecer o Brejo com Acauã
e Boqueirão e não com Camará |
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O deputado Romero Rodrigues (PSDB) propõe
que o Governo do Estado não gaste mais de R$
28 milhões de reais com a incerteza da
reconstrução da barragem de Acauã e destine
esses recursos para outras obras e aproveite
as águas da barragem de Acauã e de Boqueirão
para abastecer o município de Alagoa Grande
e outros da região do Brejo paraibano,
respectivamente, através de adutoras.
Segundo o parlamentar há diversas
alternativas para serem postas em prática e
não ir contra a vontade da população,
principalmente de Alagoa Grande, inclusive a
sua Câmara Municipal que ao temer uma nova
barragem construída às pressas, defende a
sua não reconstrução.
Em sua opinião, seria muito mais barato que
se aproveite as águas de Acauã para
abastecer Alagoa Grande, e se sirva da
Adutora do Brejo para atender a Esperança e
outros municípios. “Ressalto que dentro em
breve as águas oriundas da transposição do
rio São Francisco deverão chegar à Paraíba,
e o Açude de Boqueirão será beneficiado, e,
por conseqüência é uma opção mais
inteligente, mais barata e mais segura. Não
pode colocar em risco a vida de milhares de
pessoas com o objetivo de se atender a um
capricho na reconstrução de uma barragem
(Camará) cuja população é contra por temer
uma nova catástrofe. Outra opção é
beneficiar o município de Lagoa de Roça com
o açude de Manguape, que está em fase de
conclusão.
Romero é defensor da tese que antes do
Governo do Estado reconstruir a barragem de
Camará, que foi destruída pelas águas, deve
ouvir a população de Alagoa Grande e da
região do Brejo, através de audiências
públicas, de pesquisas e de outras formas de
escutar a população.
Assinala que “não se pode impor a vontade do
governador José Maranhão de simplesmente
iniciar a reconstrução da barragem que foi
construída em sua gestão anterior e que
infelizmente foi destruída pela ação das
águas. Antes de tudo é preciso escutar a voz
do povo”.
Ele destaca a importância da ação do
procurador Federal da República no Estado da
Paraíba, Yordan Moreira Delgado, atendendo a
solicitação da Câmara Municipal de Alagoa
Grande, de determinar ao Governo do Estado
que interrompa a reconstrução da barragem
até que um novo relatório sobre a situação
geológica da barragem seja elaborado, a
pedido dos vereadores que vêem risco na
reconstrução de forma rápida ou como foi
anunciada pelo Governo estadual.
Romero lembra que havia uma discussão no
âmbito do Ministério Público que discordava
sobre a reconstrução da barragem de Camará.
Argumenta-se que não houve tempo do Governo
atual de se preparar para realizar essa obra
a toque de caixa.
“Ora, se no passado, o mesmo Governo Maranhão teve um longo tempo para se
preparar, e não obteve sucesso na construção
da obra, quanto mais agora como está sendo
feito com tanta rapidez e sem
planejamento... Naquela época com tanto
planejamento que houve, a barragem foi
construída e aconteceu o arrombamento da
citada obra, mas se criou todo aquele
problema, causando uma série de danos à
população de vários municípios, com muita
incerteza de enormes prejuízos... Agora, com
esse novo quadro que se desenha é para se
ficar preocupado”, acentuou. |
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