O deputado Romero Rodrigues solicitou
audiência à curadora da
Saúde, Adriana Amorim, para denunciar o que
considera “um caos, um desrespeito à
população a falta de medicamentos para
atender às pessoas que precisam de
assistência e de remédios de uso contínuo em
Campina Grande, além de um atendimento geral
ao povo campinense”.
De acordo com o parlamentar “não se pode
admitir que o CEDMEX, inaugurado pelo então
governador Cássio Cunha Lima, que funcionou
com grande competência e plenitude à rua
Pedro I, próximo ao Hospital do mesmo nome,
não disponha hoje de medicamentos de uso
contínuo e de outros do gênero para atender
à população”.
Ele recorda que o governador Cássio
inaugurou o Centro Especializado de
Distribuição de Medicamentos Excepcionais (CEDMEX)
de Campina Grande, no dia 25 de setembro de
2008. Cerca de R$ 200 mil foram investidos
pelo Governo do Estado na nova unidade. A
proposta do então governador era de que mais
de 8 mil usuários do SUS portadores de
doenças de maior complexidade assistencial
seriam beneficiados com o novo e moderno
serviço oferecido, mas hoje o foco foi
desviado.
Romero diz que várias pessoas têm reclamado
da falta de medicamentos na unidade
pertencente ao Governo do Estado,
desrespeitando até mesmo uma lei apresentada
pelo mesmo e que está em pleno vigor de se
disponibilizar tanto na sede da entidade
como na Internet da relação dos medicamentos
disponíveis ou não. “Com referência a falta
de medicamentos argumenta-se de que há
necessidade da realização de licitação para
aquisição de remédios, quando se sabe que
pessoas podem vir a falecer e passar por
sérios problemas pela falta de medicamentos,
e de espaços para atender a esses pacientes,
mas o que está havendo mesmo é
insensibilidade com os cidadãos, que
precisam ter o respeito do Governo, mas não
é isso o que está acontecendo, muito pelo
contrário”, assinala.
Ele cita o caso de uma senhora de nome
Catarita que esteve na sede do órgão do
Governo do Estado por diversas vezes à
procura de remédios contra o Alzheimer que é
uma doença de causa desconhecida que provoca
a degeneração do sistema nervoso central, e
simplesmente o medicamento está em falta,
conforme os funcionários e sem perspectiva
de que aconteça o reabastecimento da
farmácia.
Romero argumenta que o remédio custa em
torno de R$ 450,00 e se uma pessoa ganha uma
aposentadoria de apenas R$ 460,00, como essa
haverá de sobreviver, para comprar
alimentos, para pagar aluguel e outras
necessidades de primeira necessidade?”,
indaga. |