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Mas os problemas também se estendem à Prefeitura Municipal, com referência a falta de assistência médica e de saúde à população.

O deputado cita o caso da senhora Rosângela Alves que disse na imprensa que para marcar um exame no Posto do Monte Santo passa “por um verdadeiro sacrifício”. Outra denúncia levantada é com referência a existência de uma única central de marcação para todos os postos da cidade, além de se ter que passar a manhã inteira para se conseguir uma ligação com essa central.

Outra denúncia é da senhora Maria José que é paciente do posto do Monte Santo que sofre de hipertensão. Ela estava com a pressão alterada e a médica receitou-lhe alguns medicamentos, mas, um dos remédios estava em falta na farmácia da unidade. A paciente disse ainda que não tem condições de comprar o remédio.

Romero ao relatar esses casos de desrespeito à sociedade culpa tanto o Governo do Estado como a Prefeitura Municipal “por não dar o devido respeito aos cidadãos, principalmente aos mais pobres, e negar o mínimo de assistência à população”.

No seu entendimento, a Prefeitura de Campina Grande e o Governo do Estado devem contratar mais profissionais para que as pessoas possam receber a atenção devida, com os medicamentos garantidos a todos indistintamente, sem burocracia, mas com respeito ao ser humano que está sendo detratado e adotando as providências cabíveis para adquirir os medicamentos que a população tem direito.

 



 

 

 

 

 
Denuncia ao Ministério Público falta de medicamentos de uso contínuo em Campina Grande
 
O deputado Romero Rodrigues solicitou audiência à curadora da Saúde, Adriana Amorim, para denunciar o que considera “um caos, um desrespeito à população a falta de medicamentos para atender às pessoas que precisam de assistência e de remédios de uso contínuo em Campina Grande, além de um atendimento geral ao povo campinense”.

De acordo com o parlamentar “não se pode admitir que o CEDMEX, inaugurado pelo então governador Cássio Cunha Lima, que funcionou com grande competência e plenitude à rua Pedro I, próximo ao Hospital do mesmo nome, não disponha hoje de medicamentos de uso contínuo e de outros do gênero para atender à população”.

Ele recorda que o governador Cássio inaugurou o Centro Especializado de Distribuição de Medicamentos Excepcionais (CEDMEX) de Campina Grande, no dia 25 de setembro de 2008. Cerca de R$ 200 mil foram investidos pelo Governo do Estado na nova unidade. A proposta do então governador era de que mais de 8 mil usuários do SUS portadores de doenças de maior complexidade assistencial seriam beneficiados com o novo e moderno serviço oferecido, mas hoje o foco foi desviado.

Romero diz que várias pessoas têm reclamado da falta de medicamentos na unidade pertencente ao Governo do Estado, desrespeitando até mesmo uma lei apresentada pelo mesmo e que está em pleno vigor de se disponibilizar tanto na sede da entidade como na Internet da relação dos medicamentos disponíveis ou não. “Com referência a falta de medicamentos argumenta-se de que há necessidade da realização de licitação para aquisição de remédios, quando se sabe que pessoas podem vir a falecer e passar por sérios problemas pela falta de medicamentos, e de espaços para atender a esses pacientes, mas o que está havendo mesmo é insensibilidade com os cidadãos, que precisam ter o respeito do Governo, mas não é isso o que está acontecendo, muito pelo contrário”, assinala.

Ele cita o caso de uma senhora de nome Catarita que esteve na sede do órgão do Governo do Estado por diversas vezes à procura de remédios contra o Alzheimer que é uma doença de causa desconhecida que provoca a degeneração do sistema nervoso central, e simplesmente o medicamento está em falta, conforme os funcionários e sem perspectiva de que aconteça o reabastecimento da farmácia.

Romero argumenta que o remédio custa em torno de R$ 450,00 e se uma pessoa ganha uma aposentadoria de apenas R$ 460,00, como essa haverá de sobreviver, para comprar alimentos, para pagar aluguel e outras necessidades de primeira necessidade?”, indaga.

 
   

 

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