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Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), 10% da população mundial apresenta deficiência auditiva. Nos países desenvolvidos, o teste será realizado em todas as crianças logo após o nascimento. Em São Paulo, a realização do teste auditivo em recém-nascidos é obrigatório.

O exame de emissões otoacústicas não é invasivo, não tem contra indicações, tem alta sensibilidade e é específico para detecção do problema, facilitando a prevenção das deficiências auditivas. O exame é feito no próprio berçário, com o bebê dormindo, de preferência no segundo dia de vida e dura de cinco a dez minutos. O método não avalia o grau da deficiência, mas aponta sua presença através dos sons provenientes da cóclea, parte anterior do labirinto (órgão sensorial responsável pela audição).

Os custos de tratamento e próteses são mais elevados que o exame.

 

 
Projeto de lei obriga a realização do
diagnóstico dos bebês
 
3/10/2009
Será obrigatória em todo o Estado da Paraíba a realização do diagnóstico da audição dos bebês, imediatamente após o nascimento, nas maternidades e hospitais das redes municipal e estadual de saúde, e, no máximo, até os 3 meses de vida, dos bebês nascidos fora das maternidades.

Para tanto, o deputado Romero Rodrigues (PSDB) teve aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa da Paraíba, Projeto de Lei de sua autoria que determina essa providência.

A obrigatoriedade de realização do exame de Emissões Evocadas Otoacústicas (teste do ouvido), acontecerá gratuitamente em todas crianças ao nascer, em hospitais públicos ou privados. O Poder Executivo, através do Órgão Competente, regulamentará este dispositivo legal.

Romero justificou sua propositura dizendo que a incidência da surdez em bebês é considerada elevada se comparada a outras doenças já avaliadas na maternidade. Segundo o Grupo de Apoio à Triagem Auditiva Neonatal Universal/Brasil, em cada mil recém-nascidos, dois a seis apresentam algum tipo de perda auditiva.

O ideal seria que a perda auditiva fosse identificada no nascimento. No entanto, no Brasil, a idade média de diagnóstico ocorre em torno dos quatro anos de idade, ocasionando prejuízos no desenvolvimento social e emocional da criança.

 

 
   

 

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