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O
deputado Romero Rodrigues incluiu
nos anais da Assembleia Legislativa da
Paraíba Carta Aberta dos Servidores
Municipais de Campina Grande ao Povo
da Paraíba, publicada pelo Sintab
(Sindicato dos Trabalhadores Públicos
Municipais do Agreste da Borborema),
“em protesto contra a caótica situação
vividos pelos funcionários da
Municipalidade campinense”.
De
acordo com Romero, com base na carta,
em Campina Grande, cidade pólo
universitário, cultural e cientifico,
seus governantes adotam uma política
tão atrasada que se duvida se não
estamos no século XIX. Os(as)
servidores(as) públicos desta cidade
tão pujante recebem um dos mais baixos
salários da Paraíba. Na saúde, os(as)
profissionais de nível superior tem
vencimento de R$ 586,00 o resto do
salário é gratificação que não conta
para a aposentadoria e nas licenças
para tratamento saúde também não
recebem as gratificações! Muitos garis
não recebem o adicional de 40% como
manda a lei, os vigias não tem
adicional noturno, os motoristas,
artífices, merendeiras assim como e
todos os servidores da administração
não tem direito as progressões
funcionais mesmo estando em lei.
E continua a carta: “Os postos de
saúde, as escolas e as creches estão
sucateados. Falta remédio para
combater hipertensão, diabetes e a
marcação de consultas à especialistas
demora mais de um ano. Tudo isso faz
com que tenhamos um dos piores
serviços de saúde da Paraíba e porque
não dizer do Nordeste. Se não fosse o
compromisso dos(as) servidores(as) da
saúde, a situação seria ainda mais
caótica. Por isso pedimos o apoio da
população à luta dos(as)
servidores(as)!
Na educação a situação é igual ou pior
do que da saúde. Um professor(a) de
Campina Grande recebe muito menos do
que recebe um(a) professor(a) da rede
estadual, que com nível médio, recebe
5% a mais do que um de nível superior
em Campina Grande. Na maioria dos
municípios, menores, os(as)
professores(as) recebem um salário
muito melhor. Nada justifica essa
situação, pois as receitas do FUNDEB
nos últimos quatro anos aumentaram
quase 100%.
Desde setembro de 2009, o SINTAB
representante dos(as) Servidores(as)
Municipais de Campina Grande enviou
vários ofícios solicitando ao prefeito
Veneziano uma audiência para discutir
a pauta de reivindicações com 28
pontos, entre eles o reajuste
salarial, a melhoria nas condições de
trabalho e na qualidade dos serviços.
No dia 14 de junho/10, revoltados com
a falta de respeito e com o descaso do
governo, os(as) Servidores(as) de
Campina Grande decretaram a greve por
tempo indeterminado.
Desde o inicio da greve, o governo
utilizou-se de expedientes reprováveis
numa sociedade democrática. Ameaçou de
transferência, de demissão os(as)
servidores(as) em estágio probatório,
fez chantagem com os(as)
servidores(as) da saúde, lançou
release contendo desculpas amarelas,
calunias e mentiras absurdas e de
forma cruel, cortou os salários
dos(as) garis. Essa atitude covarde,
nem mesmo durante no período de
vigência da ditadura militar, nenhum
governo teve coragem de fazer.
Destilando seu ódio o governo atenta
mais uma vez contra os(as)
servidores(as) municipais, solicitando
a ilegalidade da greve, que o Tribunal
de Justiça concedeu em caráter
preliminar. O prefeito Veneziano foi o
único a descontar salários de garis e
o único em toda a história, que
solicitou a decretação da ilegalidade
da greve por duas vezes. Dessa forma,
esse governo faria inveja a qualquer
ditador ou a qualquer coronel do
século XIX.
Enquanto a irresponsabilidade do
prefeito continuar e as atitudes
reacionárias conservadoras e
truculentas do prefeito/coronel
continuarem, os(as) servidores(as)
farão mobilizações para garantir seus
direitos negados. Diante de todo
sofrimento os(as) servidores(as) vem
humildemente pedir apoio ao povo, a
você que tem sensibilidade com a dor
do próximo. A luta pela democracia,
pela cidadania, pela dignidade por
melhores serviços é uma luta de
todos”.
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