Evento:
Câmara dos Deputados - Sessão Extraordinária
Local: Plenário da Câmara dos Deputados
Data: 24/03/2011
Evento:
Câmara dos Deputados - Sessão Ordinária
Local: Plenário da Câmara dos Deputados
Data: 17/03/2011 - 14h:00
Evento:
Câmara dos Deputados - Sessão Extraordinária
Local: Plenário da Câmara dos Deputados
Data: 17/03/2011 - 09h:01
Evento:
Comissão de Desenvolvimento
Econômico
Ind. e Comércio
Local: Plenário 05 - Data: 02/03/2011
Data:
01/03/2011 - 13:59
Data:
22/02/2011
-
Hora:
16:20
Data:
14/02/2011 - 14:00
11/02/2011 - 09:00
DISCURSO DO
DEPUTADO ROMERO RODRIGUES POR OCASIÃO DA
ENTREGA DO DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO AO DR.
CLÁUDIO RODRIGUES COSTA, DELEGADO DE POLÍCIA
FEDERAL, NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA
PARAÍBA:
Quando qualquer segmento da sociedade tem a
felicidade de ter, nos seus quadros,
profissionais qualificados e competentes
deixa, em cada um de nós, a certeza de que
as instituições estarão, sempre, preparadas
para prestar um bom serviço ao Estado e ao
País.
A Polícia
Federal, uma das instituições mais
respeitadas deste País, tem o privilégio de
ter, nos seus quadros, homens como o Doutor
CLÁUDIO RODRIGUES COSTA.
O homenageado não é apenas um grande
profissional, mas um paraibano que dignifica
o Estado, que enaltece o nosso povo e que
nos enche de orgulho.
Vejam o perfil, em matéria de competência e
capacidade, do nosso homenageado.
Quem é o Doutor CLÁUDIO RODRIGUES COSTA?
Nascido em 22 de Outubro de 1964, nesta
Capital, o homenageado é filho do Coronel PM
Antonio Costa Filho (in memorian) e
de Dona Maria Rodrigues Costa, além de ser
sobrinho do Coronel PM Arnaldo da Silva
Costa.
Casado com a Senhora Cláudia Cristina
Marques Rodrigues Costa, com quem tem um
casal de filhos: Julianna Marques Costa e
Cláudio Marques Costa.
O agraciado é graduado pela UNIPÊ, com
formação acadêmica em Direito, turma de
1992.
Pós-graduado
(Formação Superior Lato Sensu), também pela
UNIPÊ, o Doutor CLÁUDIO RODRIGUES COSTA tem
Curso de Especialização em Ciências
Criminais concluído em 2007; e Gestão de
Políticas de Segurança Pública, que
corresponde ao Curso Superior de Polícia,
concluído em 2008, pela Academia Nacional de
Polícia, da Polícia Federal, em Brasília;
Curso de Formação de Oficiais (CFO) da
Polícia Militar da Paraíba, concluído em
1985; onde obteve o primeiro lugar; Curso de
Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO), realizado
pela PM da Paraíba em 1994, quando foi
classificado, também, em primeiro lugar;
Curso de Formação Profissional de Delegado
de Policia Federal, realizado (ANP), em
Brasília, em 1998, se classificando em 9°
lugar entre centenas de participantes de
todo o país; Oficial da Polícia Militar da
Paraíba, com patente de Capitão Reformado, o
Doutor CLÁUDIO RODRIGUES COSTA é detentor de
vários cursos dentre os quais destacam-se:
Curso de Prevenção e Repressão a
Entorpecentes da Polícia Federal, em 2002;
Curso de Combate ao Tráfico de Bens
Culturais da Polícia Federal, em 2005;
Combate a Crimes Ambientais da Polícia
Federal, em 2005; Curso de Especialização
Ambiental, realizado pela Interpol/ Polícia
Federal em 2005; Curso de Entorpecentes,
promovido pela Polícia Federal em 2005;
Combate ao Tráfico Ilícito de Bens Culturais
realizado pela Policia Federal em 2006;
Curso de Tutor em Educação a Distância dos
Cursos de Pós-Graduação da Academia Nacional
de Polícia, também realizado pela Polícia
Federal, agora neste ano de 2009.
O DOUTOR CLÁUDIO RODRIGUES COSTA, além de
ser Capitão Reformado da nossa Polícia
Militar da Paraíba, também chegou a ser
nomeado Delegado de Polícia Civil do Estado
de Pernambuco, no ano de 2006, por aprovação
em concurso público.
Durante sua vida profissional exerceu
diversas funções públicas.
Foi SubComandante da 1ª Campainha da Policia
Militar da Paraíba, em 1986; Ajudante de
Ordens de então Governador do Estado, Doutor
Tarcísio de Miranda Burity, de 1987 à 1990;
Comandante do Destacamento Policial do
Palácio do Governo em 1990/1991; Chefe da
Assessoria Militar da Assembléia Legislativa
da Paraíba (portanto desta Casa), de 1992
até 1996; Coordenador do Centro de Operações
Policiais da Policia Militar, em 1997; Chefe
da Di.visão de Ensino do Centro de Educação
da PMPB, em 1997; Assistente do Centro de
Planejamento Policial Integrado, da
Secretaria de Segurança Pública deste
Estado, de 1997 à 1999; Chefe da Delegacia
de Repressão a Crimes
Fazendários da Polícia Federal no Estado do
Piauí, em 1999; Chefe da Delegacia de
Repressão a Crimes Fazendários da Polícia
Federal na Paraíba; Chefe da Delegacia de
Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal
na Paraíba de 2002 à 2005; Chefe de
Comunicação Social da Polícia Federal na
Paraíba, em 2005/2006; Chefe da Delegacia de
Repressão a Crimes Ambientais e Patrimônio
Histórico da Polícia Federal na Paraíba em
2005/2006; Assessor da CPI dos Bingos do
Senado Federal, no período de outubro/2005 a
junho/2006; Chefe da Delegacia de Repressão
ao Tráfico Ilícito de Armas de Fogo e
Munições da Polícia Federal na Paraíba de
2006 à 2007; Chefe da Delegacia da Polícia
Marítima da Polícia Federal na Paraíba, em
2008; Chefe do Setor de Correições da
Polícia Federal na Paraíba em 2008/2009; É
Consultor Nacional de Segurança
Institucional, da' Associação Brasileira dos
Consultores Profissionais - ABRACP.
Teve ainda nos cursos de pós-graduação
concluído, apresentado as seguintes
MONOGRAFIAS:
• O Composto de Serviços Aplicado à Polícia
Militar da Paraíba, apresentado em 1994, no
Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais da
Polícia Militar da Paraíba;
• Estratégia Investigativa de Crimes
Cibernéticos, apresentado em 2007, no Curso
de Especialização em Ciências Criminais do
UNIPÊ.
• Criminalidade no Espaço Cibernético: uma
abordagem sintética em métodos de
investigação em crimes cibernéticos,
apresentado em 2008, no Curso de Gestão de
Políticas de Segurança Pública.
Quanto a sua experiência na área DOCENTE já
ministrou aulas nas seguintes disciplinas:
• Direito Constitucional 11 e Direito Penal,
no Curso de Formação de Oficiais da PMPB,
pelo período de 03 anos.
• Direito Processual Penal, no Curso de
Habilitação de Oficiais da PMPB, no ano de
1998.
• Direito Processual
Penal, na Central de Aulas, no ano de 1998.
• Polícia Judiciária, no Curso de Delegado
da Polícia Civil da Paraíba, no ano de 2006.
• Tutor do Curso de Execução em Políticas de
Segurança Pública, da Academia Nacional de
Polícia, da Polícia Federal, em Brasília, no
ano de 2009, das disciplinas Planejamento
Estratégico e Gestão da Qualidade.
Além disso, é possuidor das seguintes
CONDECORAÇÕES:
• Medalha de Mérito, Coronel PM Elísio
Sobreira, Patrono da Policia Militar da
Paraíba, recebida em 1994, a maior honraria
• Criminalidade no Espaço Cibernético: uma
abordagem sintética em métodos de
investigação em crimes cibernéticos,
apresentado em 2008, no Curso de Gestão de
Políticas de Segurança Pública.
Quanto a sua experiência na área DOCENTE já
ministrou aulas nas seguintes disciplinas:
• Direito Constitucional e Direito Penal, no
Curso de Formação de Oficiais da PMPB, pelo
período de 03 anos.
• Direito Processual Penal, no Curso de
Habilitação de Oficiais da
PMPB, no ano de 1998. • Direito Processual
Penal, na Central de Aulas, no ano de 1998.
• Polícia Judiciária, no Curso de Delegado
da Polícia Civil daParaíba, no ano de 2006.
• Tutor do Curso de Execução em Políticas de
Segurança Pública, da Academia Nacional de
Polícia, da Polícia Federal, em Brasília, no
ano de 2009, das disciplinas Planejamento
Estratégico e Gestão da Qualidade.
Além disso, é possuidor das seguintes
CONDECORAÇÕES:
• Medalha de Mérito, Coronel PM Elísio
Sobreira, Patrono da Policia Militar da
Paraíba, recebida em 1994, a maior honraria
da Polícia Militar da Paraíba, por
relevantes serviços prestados à Corporação.
• Medalha Sesquicentenário da Policia
Militar do Estado de Goiás, recebida em
2008, por relevantes serviços prestados à
Corporação.
Para coroar o curriculum do nosso grande
homenageado, devo lembrar que, o Doutor
CLAÚDIO RODRIGUES COSTA foi o único Paraibano
aprovado no Concurso de Delegado de Policia
Federal, no ano de 1998, o que mereceu,
desta Casa, a concessão de um Voto de
Aplausos do então Deputado Chico Lopes,
aprovado por unanimidade.
Como se constata, somente nesses dois
últimos anos (2008/2009), o nosso
homenageado já honrou a Paraíba em dois
importantes Cursos realizados pela Policia
Federal em Brasília.
Primeiro foi o curso em Gestão de Políticas
de Segurança Publica da Academia Nacional de
Polícia. Depois foi o Curso de Tutor em
Educação a Distância dos Cursos de
Pós-Graduação Lato Sensu da Academia
Nacional de Polícia.
Durante 16 anos de serviço ativo na Polícia
Militar da Paraíba, galgou o posto de
Capitão PM, sendo já habilitado, à época, à
promoção ao posto de Major, CLÁUDIO
RODRIGUES COSTA honrou o nome da nossa
Briosa Policia Militar.
Há 10 anos e 06 meses
atrás, o Doutor CLÁUDIO RODRIGUES COSTA
ingressava nos quadros da Polícia
Federal, aprovado em Concurso Público para
Delegado, sendo, inclusive, o único
paraibano classificado, ou seja, aprovado.
Isto mostra a sua competência, o que não
deixa de ser motivo de orgulho para todos
nós paraibanos. Atualmente, na Polícia
Federal, já galgou o último nível de
ascensão funcional da carreira, sendo
Delegado, Classe Especial.
Este, Senhoras e Senhores Deputadas e
Deputados e Autoridades aqui presentes, é o
perfil do nosso homenageado.
Muito Obrigado.
ROMERO RODRIGUES
Deputado
Discursos
CÂMARA
DOS DEPUTADOS - DETAQ
Sessão: 041.1.54.O - Hora: 09:39
Orador: ROMERO RODRIGUES - Data: 18/03/2011
--------------------------------------------------------------------------------
O SR. ROMERO RODRIGUES (PSDB-PB. Sem revisão
do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs.
Deputados, senhores telespectadores da TV
Câmara, venho mais uma vez à tribuna da
Casa, inicialmente, para prestar
solidariedade à ASPRENNE, um sindicato das
Regiões Norte e Nordeste, que está
realizando neste instante, na Câmara de
Vereadores da querida cidade de Campina
Grande, — o Poder Legislativo municipal, da
qual tive a honra de presidir por três
oportunidades — , uma mobilização, um
encontro com as lideranças políticas não
apenas da cidade, mas de todo o Estado, com
o objetivo de fazer um apelo a esta Casa no
sentido de permitir a aprovação da PEC nº
54, de 1999.
Ouvi há poucos instantes um Deputado, da
tribuna, cobrar a aprovação de uma matéria
que tramita desde o ano de 2009. E aqui
estamos nós fazendo um apelo a todos os
Deputados e Deputadas no sentido de apreciar
o tema e observar sua relevância, que está
implícita na PEC nº 54, de 1999, que visava,
na época, corrigir um erro da Constituição
Federal de 1988: não permitir a efetivação
de pessoas contratadas antes do período da
Constituição.
Na minha avaliação, a aprovação dessa
matéria é a correção de um erro da
Constituição Federal de 1988, porque, até
aquela época, não havia realização de
concurso público.
Posteriormente, essa matéria recebeu algumas
emendas para mudança do texto original,
estendendo esse benefício para servidores
que trabalharam no serviço público federal,
estadual ou municipal há mais de 10 anos.
Eu sou a favor da aprovação dessa matéria,
porque observo que ela vai permitir que
milhares de brasileiros dêem entrada em sua
aposentadoria. Há pessoas que trabalham há
mais de 26 anos e não tomam essa decisão
porque, em vez de se aposentarem pelo órgão
de origem, União, Estados ou Municípios, têm
que recorrer à aposentadoria pelo INSS, pelo
Regime Geral de Previdência, perdendo
garantias conquistadas ao longo de toda a
vida, de toda a trajetória de trabalho e
dedicação ao serviço público brasileiro.
Está havendo, repito, agora de manhã, um
evento ao qual não posso me fazer presente.
No entanto, deixo aqui na Câmara dos
Deputados minha solidariedade à aprovação
dessa importante matéria. Vou ajudar na
discussão desse tema na Casa, porque, Sr.
Presidente, como deixamos de legislar sobre
essa matéria, demandas judiciais estão sendo
resolvidas. O Judiciário está resolvendo
esse assunto, efetivando servidores que
trabalham há mais de 15 ou 20 anos nas
instituições municipais, estaduais e
federais.
Trago, neste instante, um exemplo do Estado
da Paraíba. Servidores da Assembleia do
Estado entraram com uma demanda judicial. E
o STJ decidiu favoravelmente a eles,
efetivando-os na função. Enquanto isso,
tramita nesta Casa matéria sobre o tema
desde 1999. Eu acho que a Câmara dos
Deputados tem de dar uma resposta, seja sim,
seja não, para definitivamente resolver o
problema, ou retirar de uma vez por todas a
esperança desses servidores que trabalham há
mais de 10, 15, 20 anos na edilidade
federal, estadual ou municipal.
Por fim, Sr. Presidente, peço a V. Exa. a
gentileza de autorizar a divulgação de deste
pronunciamento nos meios de comunicação da
Casa.
Muito obrigado. Um abraço a todos! Até a
próxima oportunidade!
O SR. PRESIDENTE (Mauro Benevides) -
Deputado Romero Rodrigues, cumprimento
V.Exa. pelo pronunciamento que fez.
Naturalmente, intercederei junto à Mesa
Diretora no sentido de que haja um
apressamento no exame dessa matéria a que V.
Exa. alude e que interessa tão
acentuadamente ao seu Estado, o grande
Estado da Paraíba. V. Exa. pode ficar
tranquilo, porque o apelo que acaba de
erigir encontrou eco neste plenário, e nós
faremos repercuti-lo junto ao Presidente da
Casa, Deputado Marco Maia.
Durante o discurso do Sr. Romero Rodrigues,
o Sr. Izalci, § 2º do art. 18 do Regimento
Interno, deixa a cadeira da presidência, que
é ocupada pelo Sr. Mauro Benevides, § 2º do
art. 18 do Regimento Interno.
Sessão:
039.1.54.O - Hora: 11:34
Orador:
ROMERO RODRIGUES - Data: 17/03/2011
O SR.
PRESIDENTE (Efraim Filho) - A Casa tomará as
providências necessárias.
O SR.
PRESIDENTE (Efraim Filho) - Tem a palavra o
Deputado Romero Rodrigues. V. Exa. dispõe de
3 minutos na tribuna.
O SR.
ROMERO RODRIGUES (PSDB-PB. Pela ordem. Sem
revisão do orador.) - Obrigado, Sr.
Presidente, Deputado Efraim Filho, do DEM da
Paraíba.
Srs.
Deputados e Sras. Deputadas, senhores
telespectadores da TV Câmara, imprensa
brasileira aqui presente, eu gostaria
inicialmente de registrar e louvar a
iniciativa do Governador Ricardo Coutinho,
da Paraíba, ao reiniciar as obras do Centro
de Convenções, tão sonhadas pela população
paraibana, principalmente pela população de
João Pessoa, capital do nosso Estado.
A ideia
dessa obra foi concebida na administração do
Governador Cássio Cunha Lima, que além da
ideia e da iniciativa, teve também
oportunidade, na ocasião, de fazer todos os
procedimentos licitatórios, como também
permitir a aquisição, junto ao Governo
Federal, de parcerias e de recursos para a
edificação de tão sonhada obra para o
desenvolvimento do turismo do nosso Estado.
Ação essa
que teve continuidade na gestão do
Governador Maranhão.
Evidentemente é louvável a ideia do
Governador Ricardo Coutinho de acabar com
esse paradigma de que, quando se ganha uma
eleição, não se dá sequência às ações ou
obras que foram iniciadas nas gestões
anteriores. Por isso louvo a iniciativa do
Governador Ricardo.
Sr.
Presidente, ao mesmo tempo, faço um apelo e
conclamo toda a bancada paraibana da Câmara
dos Deputados para nos unirmos em torno da
uma luta necessária, a construção de um novo
aeroporto de porte internacional na cidade
de João Pessoa, para, definitivamente,
inserirmos o Estado da Paraíba na rota do
turismo internacional. Não podemos viver
imaginando, pensando ou buscando que o
turismo na Paraíba se viabilize apenas
através dos Estados vizinhos, Pernambuco,
Rio Grande do Norte ou Ceará. A Paraíba
precisa urgentemente de um aeroporto de
porte internacional.
Também
precisamos pensar na possibilidade de
desenvolvermos o turismo no interior da
Paraíba, buscando alternativas como o
roteiro Caminhos do Frio, o Vale dos
Dinossauros, na cidade de Sousa, ou mesmo o
Lajedo de Pai Mateus, na cidade de
Cabaceiras, cuja atração principal é um
parque arqueológico, de característica única
no mundo, que precisa ser mais bem
aproveitado.
Para
isso, a Paraíba precisa não apenas dar
atenção toda especial ao turismo do litoral,
às belezas das praias no nosso Estado, mas
também precisa fazer com que haja integração
do litoral ao sertão, inserindo, repito, a
cidade de Sousa, ou mesmo as características
do Cariri paraibano, do Curimataú paraibano.
No
Cariri, é claro, deve ser dada ênfase muito
especial às pedras, que são únicas no mundo.
Ele tem toda uma característica voltada para
o turismo ecológico, com as belezas do Pai
Mateus.
Era isso,
Sr. Presidente. Peço gentilmente que V. Exa.
faça divulgar nos meios de comunicação desta
Casa e, se possível, no programa A Voz do
Brasil o pronunciamento que fiz neste
instante.
O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) -
Concedo a palavra ao ilustre Deputado Romero
Rodrigues, do PSDB, da Paraíba, pedindo
desculpas a S. Exa. por não tê-lo chamado no
momento certo.
Em
seguida, usará da palavra o Deputado Eudes
Xavier.
O SR.
ROMERO RODRIGUES (PSDB-PB) - Sr. Presidente,
Sras. e Srs. Deputados, eu gostaria de
inicialmente dizer da minha alegria em ter a
oportunidade de me dirigir aos
telespectadores da TV Câmara e à imprensa
brasileira aqui presente. Trago neste
momento uma preocupação que nos aflige em
razão do princípio de greve, no dia de
ontem, de setores de segurança pública do
Estado da Paraíba. Ao falar desse tema,
inicialmente faço um apelo às lideranças do
movimento para, ao invés de trilharem pelo
caminho do confronto, buscarem o diálogo
como Governo do Estado da Paraíba.
Essa
situação se iniciou com a aprovação de um
projeto no período eleitoral, sob a égide da
lei eleitoral, como também da Lei de
Responsabilidade Fiscal. O projeto tinha
inicialmente um cunho exclusivamente
eleitoreiro, sem a observação à época do
Ministério Público Estadual. Agora, setores
da segurança pública querem cobrar a
aplicação desse projeto do ponto de vista
eleitoral, na época inconstitucional, e
também do ponto de vista da responsabilidade
fiscal.
Mesmo assim, sugerimos ao setores desse
segmento que busquem o diálogo, o caminho do
entendimento, do bom senso, porque termina a
mais prejudicada sendo a população
paraibana.
É bom
lembrar as dificuldades enfrentadas nesse
período inicial pelo Governador Ricardo
Coutinho. Além das dívidas que foram
herdadas, o Governo do Estado hoje tem gasto
mais do que é permitido pela Lei de
Responsabilidade Fiscal. Então, é preciso
que haja compreensão nesse sentido.
Evidentemente que o Governo do Estado também
tem que permitir o diálogo com essas
categorias para encontrar o caminho do bom
entendimento. E é exatamente isso, Sr.
Presidente, que apelamos neste instante para
que ambas as partes possam ceder, buscar o
diálogo, construir o consenso e trazer para
a sociedade paraibana uma saída pacífica
para essa questão da greve que se iniciou
pelos movimentos da segurança pública no
Estado da Paraíba no dia de ontem.
Sr.
Presidente, gostaria que fosse divulgada nos
meios de comunicação da Casa o nosso apelo
ao bom senso para construir um canal de
diálogo, de saída e de negociação, para
acabar definitivamente com a greve no Estado
da Paraíba.
Chamo também esta Casa à responsabilidade
para a necessária aprovação da PEC 300
adensada à PEC 446. É preciso que o Governo
Federal também dê a sua parcela de
colaboração na questão da segurança pública
nacional.
Diferentemente do Distrito Federal, os
demais Estados brasileiros arcam
exclusivamente com as despesas do pagamento
dos subsídios da remuneração da Polícia
Militar, da Polícia Civil e dos agentes de
segurança penitenciária, e a Constituição
Federal é a mesma. Portanto, o Distrito
Federal termina sendo privilegiado em
relação aos demais Estados da Federação.
Muito obrigado.
O SR. ROMERO RODRIGUES (PSDB/PB. Pronuncia o
seguinte discurso.) -
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados,
acompanho com preocupação as notícias vindas
do meu estado, a Paraíba, dando conta do
início de uma greve por parte de algumas
categorias que compõem o segmento dos
profissionais da segurança pública.
Inicialmente, devo dizer que compreendemos
as reivindicações por melhorias salariais de
todas as categorias e, principalmente, dos
que zelam e defendem a ordem, a vida e a paz
social.
Mas, entendemos as dificuldades atuais do
Governo do Estado da Paraíba, cujo caixa
herdado do governo anterior não permite mais
gastos sem que se exceda os limites
estabelecidos pela Lei de Responsabilidade
Fiscal.
Há
momentos em que o diálogo, o entendimento e
o espírito público devem se sobrepor aos
interesses mais imediatos de qualquer
categoria profissional, tudo em nome do bem
comum.
Com esse entendimento, é que faço um apelo
aos líderes do movimento paredista das
forças de segurança pública na Paraíba para
que busquem esse caminho e tratativas com o
Governador Ricardo Coutinho, para por fim à
greve e para o encaminhamento de sua pauta
de reivindicações.
Devo
dizer que a situação dos profissionais de
segurança pública em todo o país não é das
melhores. Muitos Estados já estão com as
suas policias com indicativo de greve.
Baixos salários e falta de condições de
trabalho, são apenas as mais faces mais
visíveis e mais comentadas, que passaram a
ser mais notadas e cobradas há três anos por
meio de audiências públicas, passeatas e
outras formas de manifestação.
Todo
essa mobilização dos policiais militares,
bombeiros militares, agentes penitenciários
e outros profissionais da área, deu origem a
um conjunto de propostas legislativas nesta
Casa, reunidas no que ficou mais tarde
conhecida como PEC 300, que inicialmente
pretendia equiparar aos salários das
polícias do Distrito Federal, a que melhor
remunerada no país, aos policiais de todo o
Brasil.
E é
justamente essa PEC 300, numa versão
estadual aprovada durante a campanha
eleitoral do ano passado, que as categorias
cobram do atual governador da Paraíba,
Ricardo Coutinho.
A justiça paraibana suspendeu o pagamento
dos benefícios propostos por essa Lei. O que
fazer? Em nível estadual partir para o
diálogo. O confronto não interessa a ninguém
e sóa população sai prejudicada. Uma solução
possível há de ser construída pondo fim à
greve e restabelecendo a tranqüilidade de
todos os paraibanos, principalmente agora,
vésperas dos festejos carnavalescos.
Já em
outra frente, o que se almeja, também, é um
maior comprometimento do Governo Federal com
a questão da segurança pública, já que
tantas promessas de melhorias são feitas em
campanhas políticas e logo após o pleito,
jogadas na vala comum dos assuntos sem
solução.
Os
governos estaduais estão com seus caixas
combalidos e não suportam mais qualquer
aumento salarial para os profissionais de
segurança que não tenha a participação da
União. E isso será possível com a criação de
um Fundo Contábil de Segurança Pública,
previsto na PEC 446.
Esta
Casa também precisa fazer a sua parte. Esta
PEC 446, a qual estão apensadas a PEC 300 e
outras propostas de Emenda à Constituição,
que versam sobre a remuneração dos Policiais
Militares, Policiais Civis e Bombeiros
Militares, aguarda votação em segundo turno
nesta Casa.
Assim,
Senhor Presidente, Senhoras e Senhores
Deputados, faço um apelo para que o Governo
Federal, apesar dos cortes anunciados,
priorize a questão da segurança pública e,
esta Casa tenha uma agenda verdadeiramente
positiva nesta Legislatura, com a aprovação
de matérias que revertam em melhorias das
condições de vida e trabalho dos combatentes
profissionais da área de segurança pública.
O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) -
Concedo a palavra ao ilustre Deputado Romero
Rodrigues, do PSDB da Paraíba.
O SR. ROMERO RODRIGUES (PSDB-PB. Pela ordem.
Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente,
Deputado Inocêncio Oliveira, é uma alegria
saudar V. Exa. e, igualmente, as Sras. e os
Srs. Deputados Federais, os queridos
telespectadores da TV Câmara e a imprensa
brasileira presente.
Sr. Presidente, eu gostaria de tratar de
assunto da maior relevância para o serviço
público brasileiro, e venho atender aos
reclames de milhares de brasileiros
espalhados por este País de dimensão
continental.
Abordo
especificamente um tema, Sr. Presidente,
Sras. e Srs. Deputados, que é fruto de
projeto de lei de nossa autoria que tramita
na Câmara dos Deputados. O projeto trata da
criação de regras para concursos públicos e
estabelece a obrigatoriedade de se
contratarem concursados de acordo com o que
está previsto no edital de convocação, entre
o número de vagas e dentro do prazo
estabelecido para a duração do concurso
público.
Observe, Sr. Presidente, que esta questão
deve ser discutida e debatida. Esta Casa
deve dar uma resposta à sociedade
brasileira, ante as inúmeras injustiças
cometidas no País como um todo. As pessoas
estudam, qualificam-se, preparam-se,
dedicam-se, passam em um concurso público,
e, na maioria das vezes ou muitas vezes,
ficam submetidas ao humor dos gestores e não
conseguem a contratação após terem vencido
todas essas dificuldades enfrentadas quando
da realização do concurso público.
Nosso projeto visa corrigir esse equívoco,
quando órgãos brasileiros realizam concursos
públicos em que, muitas vezes, as pessoas
são prejudicadas, injustiçadas, não
conseguem a contratação. Apresentei o
Projeto de Lei nº 277, de 2011, e
posteriormente gostaria de contar com o
apoio dos Deputados e das Deputadas desta
Casa para a aprovação da matéria, a fim de
corrigirmos essa injustiça. No Brasil,
muitas vezes os concursados visam corrigir
esse equívoco por meio do Judiciário, em
muitas demandas.
Sr. Presidente, eu gostaria de contar com o
apoio de V.Exa. para divulgar, nos meios de
comunicação desta Casa, o discurso escrito
que trouxe a esta tribuna e que trata
especificamente do tema. Se possível, eu
gostaria de que o discurso fosse divulgado
também no programa A Voz do Brasil.
Muito
obrigado, Sr. Presidente.
(PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO)
O SR. ROMERO RODRIGUES (PSDB-PB. Pronuncia o
seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras.
e Srs. Deputados, ocupo hoje esta Tribuna,
com o objetivo de tratar de um assunto da
maior relevância para o serviço público
brasileiro e atender aos reclamos de
milhares de pessoas de nosso País.
Tive a honra de apresentar nesta Câmara o
Projeto de Lei de número 277, que dispõe
sobre o aproveitamento de candidatos
aprovados em concursos públicos realizados
por órgão e entidades integrantes da
Administração Pública federal direta e
indireta.
O projeto cria regras e estabelece
obrigatoriedade de se contratar concursados
na Administração Direta e Indireta do
Governo Federal, Tribunais Superiores,
Câmara e Senado Federal, dentro do
estabelecido em Edital, em termos de número
de vagas e prazo de duração do Concurso.
A iniciativa destaca-se pela importância de
que se reveste e pela grande
responsabilidade do Legislativo,
permitindo-se criar uma Lei que proporcione
dignidade às pessoas que estudam e que se
dedicam e que em muitas vezes, simplesmente,
são enganadas e prejudicadas em seu legítimo
direito, após uma longa jornada de
sacrifícios, esforços e noites mal dormidas.
A realização
de concursos é, conforme demonstram todos os
números a respeito, a melhor forma de
aprimorar a mão de obra a serviço do Estado.
Submetidos a processos seletivos cada vez
mais complexos e estressantes, os candidatos
aprovados em certames dessa natureza
contribuem para que a Administração Pública
disponha de um quadro de pessoal qualificado
e apto à árdua missão que lhe é atribuída
pela sociedade brasileira.
Contudo, ainda continua em nosso ordenamento
jurídico uma grave lacuna quanto ao
aproveitamento dos que foram bem-sucedidos
nesses processos. Cidadãos que demonstraram
capacidade veem seus esforços submetidos ao
arbítrio de algumas autoridades, nem sempre
sensíveis às necessidades da população.
O Projeto de Lei número 277/2011 busca
suprir esse vazio legislativo, determinando,
com muita clareza os critérios que nortearão
o aproveitamento dos aprovados. Como os
regimentos jurídicos são distintos, são
previstas regras igualmente diferenciadas
para os processos de recrutamento envolvendo
cargos, impostas à Administração Pública
direta, autárquica e fundacional e empregos,
aplicáveis aos entes de direito privado
integrantes da Administração Pública
indireta. Assim, dada a relevância da
iniciativa, pedimos o célere endosso dos
nossos nobres pares ao PL.
Conforme a matéria, os editais de concursos
públicos realizados no âmbito da
Administração Pública Federal direta e
indireta conterão, obrigatoriamente, o
número de vagas estabelecido no quadro de
pessoal do órgão ou entidade quando da
realização do certame, em relação a cada
cargo ou emprego abrangido pelo edital.
Diz a matéria que, no âmbito dos órgão da
Administração Direta, das autarquias e das
fundações de direito público, será
obrigatório o aproveitamento imediato dos
candidatos aprovados até o número de cargos
cujo provimento tenha sido autorizado pela
Lei Orçamentária em vigor no exercício em
que o concurso público seja realizado. Além
do mais, o edital determinará o cronograma
de aproveitamento dos candidatos não
contemplados pelo percentual decorrente.
Dessa forma, estabelecemos que é preciso
fazer justiça a essas pessoas que muitas das
vezes deixam os seus empregos, os seus
afazeres para se dedicar ao estudo, e depois
não são convocadas para a funções a que se
tornarão aptas por meio do concurso público.
É preciso reparar esse erro e se fazer
justiça.
É preciso também, valorizar a Educação em
nosso País. E este projeto tem também esta
finalidade. Segundo artigos contidos no
Livro "Educação básica no Brasil" (Campus/Elsevier),
citados em artigo publicado em 2009, no
Jornal Valor Econômico, pelo economista
Fábio Giambiagi, um dos seus organizadores,
a importância da educação pode ser medida
pelos dados de um dos capítulos, escrito por
C. Moura Castro.
Nele, mostra-se que no Brasil, indivíduos
com o ensino fundamental ganham em torno de
2 vezes o que ganha um indivíduo sem
escolaridade; os que têm ensino médio
completo recebem um terço (1/3) a mais que
aqueles que possuem apenas o fundamental; e
os graduados com ensino superior têm
rendimentos equivalentes a mais de 3,5 vezes
o de quem tem apenas o ensino médio.
Estudar, portanto, é importante para o país
e para os indivíduos, pois, de um modo
geral, à maior educação estão associados
níveis maiores de rendimento e de bem-estar.
O Brasil se atrasou, historicamente, em
relação a outros países que ou já tinham
feito seu dever de casa na matéria há muito
tempo - como os EUA - ou se dedicaram
intensamente à educação nas últimas décadas
- com destaque para alguns asiáticos. F.
Barbosa Filho e S. Pessoa mostram que no
começo da década atual, o número médio de
escolaridade da população economicamente
ativa dos países de língua inglesa, com
destaque para os EUA, era o dobro em relação
ao Brasil. A Educação é e deve ser
prioritária. Os concursados merecem
respeito.
Portanto, agradeço todo o apoio que
certamente será dado à matéria, por meio de
sua rápida tramitação e aprovação nesta
Casa, fazendo justiça aos que se preparam,
que lutam e estudam para conquistar uma vaga
no serviço público e melhorando cada vez
mais a qualidade desses serviços em nosso
País.
Muito obrigado!
O SR. ROMERO
RODRIGUES (PSDB-PB) - 14/2/2011
Pronuncia o seguinte
discurso:
Senhores Presidente,
Senhoras e senhores deputados,
Volto à respeitável tribuna desta colenda
Casa, com o objetivo de tratar de um assunto
da maior relevância para o serviço público
brasileiro e atender aos reclamos de
milhares de pessoas de nosso País. Tive a
honra de apresentar nesta Câmara o Projeto
de Lei de número 277, que dispõe sobre o
aproveitamento de candidatos aprovados em
concursos públicos realizados por órgão e
entidades integrantes da Administração
Pública federal direta e indireta.
O
projeto cria regras e estabelece
obrigatoriedade de se contratar concursados
na Administração Direta e Indireta do
Governo Federal, Tribunais Superiores,
Câmara e Senado Federal, dentro do
estabelecido em Edital, em termos de número
de vagas e prazo de duração do Concurso.
A
iniciativa destaca-se pela importância de
que se reveste e pela imensurável
responsabilidade do Legislativo
permitindo-se criar uma Lei que proporcione
dignidade às pessoas que estudam e que se
dedicam e que em muitas vezes simplesmente
são enganadas e prejudicadas em seu legítimo
direito, após uma longa jornada de
sacrifícios, esforços e noites mal dormidas.
A
realização de concursos é, conforme
demonstram todos os números a respeito, a
melhor forma de aprimorar a mão-de-obra a
serviço do Estado. Submetidos a processos
seletivos cada vez mais complexos e
estressantes, os candidatos aprovados em
certames dessa natureza contribuem para que
a Administração Pública disponha de um
quadro de pessoal qualificado e apto à árdua
missão que lhe é atribuída pela sociedade
brasileira.
Contudo, ainda continua em nosso ordenamento
jurídico uma grave lacuna quanto ao
aproveitamento dos que foram bem sucedidos
nesses processos. Cidadãos que demonstraram
capacidade vêem seus esforços submetidos ao
arbítrio de meia dúzia de autoridades, nem
sempre sensíveis às necessidades da
população.
O
Projeto de número 277/2011 busca suprir esse
vazio legislativo, determinando, com muita
clareza os critérios que nortearão o
aproveitamento dos aprovados. Como os
regimentos jurídicos são distintos, são
previstas regras igualmente diferenciadas
para os processos de recrutamento envolvendo
cargos, impostas à Administração Pública
direta, autárquica e fundacional e empregos,
aplicáveis aos entes de direito privado
integrantes da Administração Pública
indireta. Assim, dada a relevância da
iniciativa, pedimos o célere endosso dos
nossos nobres pares ao PL.
Conforme a matéria os editais de concursos
públicos realizados no âmbito da
Administração Pública Federal direta e
indireta conterão, obrigatoriamente, o
número de vagas estabelecido no quadro de
pessoal do órgão ou entidade quando da
realização do certame, em relação a cada
cargo ou emprego abrangido pelo edital.
Diz
a matéria que, no âmbito dos órgão da
Administração Direta, das autarquias e das
fundações de direito público, será
obrigatório o aproveitamento imediato dos
candidatos aprovados até o número de cargos
cujo provimento tenha sido autorizado pela
Lei Orçamentária em vigor no exercício em
que o concurso público seja realizado. Além
do mais o edital determinará o cronograma de
aproveitamento dos candidatos não
contemplados pelo percentual decorrente.
Dessa forma estabelecemos que é preciso
fazer justiça a essas pessoas que muitas das
vezes deixam os seus empregos, os seus
afazeres para se dedicar ao estudo, e depois
não são convocadas para a função a que fez
jus. É preciso reparar esse erro e se fazer
justiça.
É
preciso valorizar a Educação em nosso País.
E este projeto tem também esta finalidade.
Segundo artigo de Fábio Giambiagi, a
importância da educação pode ser medida
pelos dados de um dos capítulos, escrito por
C. Moura Castro. Nele, mostra-se que no
Brasil, indivíduos com o ensino fundamental
ganham em torno de 2 vezes o que ganha um
indivíduo sem escolaridade; os que têm
ensino médio completo recebem um terço (1/3)
a mais que aqueles que possuem apenas o
fundamental; e os graduados com ensino
superior têm rendimentos equivalentes a mais
de 3,5 vezes o de quem tem apenas o ensino
médio. Estudar, portanto, é importante para
o país e para os indivíduos, pois, de um
modo geral, à maior educação estão
associados níveis maiores de rendimento e de
bem-estar.
O
Brasil se atrasou, historicamente, em
relação a outros países que ou já tinham
feito seu dever de casa na matéria há muito
tempo - como os EUA - ou se dedicaram
intensamente à educação nas últimas décadas
- com destaque para alguns asiáticos. F.
Barbosa Filho e S. Pessoa mostram que no
começo da década atual, o número médio de
escolaridade da população economicamente
ativa dos países de língua inglesa, com
destaque para os EUA, era o dobro em relação
ao Brasil. A Educação é e deve ser
prioritária. Os concursados merecem
respeito.
Portanto, agradecemos à tramitação rápida
dessa matéria nesta Casa e o apoio essencial
dos senhores e senhoras parlamentares,
fazendo justiça a quem estuda e a
oportunidade de melhorar cada vez mais o
serviço público em nosso País.
É o
que eu tinha a dizer. Muito obrigado!
Deputado ROMERO RODRIGUES (PSDB/PB)
O SR. ROMERO
RODRIGUES (PSDB-PB) -
Pronuncia o seguinte
discurso:
Sr.
Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero
registrar que no último dia quatro de
fevereiro, faleceu em Campina Grande, aos 75
anos, o radialista e cronista esportivo
Joselito Pereira de Lucena, grande nome do
rádio paraibano.
Não há como
avaliar os inestimáveis serviços prestados
por Joselito Lucena ao esporte paraibano e a
crônica esportiva, em seus mais de 40 anos
de atividades, tanto na Rádio Borborema,
onde militou por muitos anos, como na Rádio
Caturité AM 1050, onde comandava a equipe de
esportes.
"O mestre da
comunicação radiofônica", "maior narrador
esportivo do Nordeste" eram títulos pelos
quais era conhecido esse baiano de Jacobina,
que radicou-se em Campina Grande, onde viveu
por mais de 50 anos e inspirou diversos
profissionais de sua área, graças ao seu
profissionalismo e ao seu estilo.
Zelito, como
era chamado carinhosamente, deixou como
legados a sua retidão de caráter, o seu amor
ao esporte e a sua voz inconfundível,
conhecida em todo o Brasil, indelével na
memória de todos os que tiveram o prazer de
ouvir suas vibrantes narrações dos jogos da
Paraíba, em especial o "clássico dos
maiorais", partida disputada entre os
maiores times de Campina Grande, Treze
Futebol Clube e Campinense Clube, do qual
era fiel torcedor.
Muitas foram
as manifestações de pesar e homenagens
prestadas a Joselito Lucena pelos mais
diversos segmentos sociais da Paraíba. A
Associação dos Cronistas Esportivos da
Paraíba-ACEP, inclusive, ofertou um troféu
que levou o nome do cronista falecido, ao
vencedor da partida inaugural do Campeonato
Paraibano, evento ocorrido no dia 06 de
fevereiro, entre as equipes do Treze Futebol
Clube e Auto Esporte Clube.
Joselito
Lucena será lembrado pelas futuras gerações
como um profissional que amava a sua
profissão acima de tudo, que engrandeceu a
crônica esportiva e que lutou pela
humanização e profissionalização do futebol
paraibano.
Desejo, também em nome dos colegas de
bancada da Paraíba nesta Casa,o conforto
Divino aos familiares do grande homem que
foi Joselito Lucena, que em vida foi exemplo
de dignidade e só nos trouxe alegrias.
O SR. PRESIDENTE (Domingos Neto) - Pelo
tempo de Liderança do PSDB, concedo a
palavra ao Deputado Romero Rodrigues, que
disporá de até 6 minutos na tribuna.
O SR. ROMERO
RODRIGUES (PSDB-PB) - Sr. Presidente,
Deputado Domingos Neto, do PSB do Estado
vizinho Ceará; Deputado Luiz Couto, colega
Deputado do PT paraibano; Sras. e Srs.
Deputados; senhores telespectadores da TV
Câmara.
É uma alegria
imensa e uma honra muito grande representar
o povo paraibano no Congresso Nacional.
Gostaria de
iniciar as minhas palavras agradecendo a
Deus que nos concedeu a oportunidade e a
honra de representar a população paraibana,
especialmente o povo da cidade de Campina
Grande no Congresso Nacional.
A eleição que
ocorreu no ano passado terminou sendo para
nós uma eleição histórica.
Inicialmente
éramos candidatos a Deputado Estadual, mas
permitiu Deus que por conta das
circunstâncias eu fosse candidato a Deputado
Federal. Esta decisão ocorreu no dia 31 de
junho, no último dia das convenções. Deus
permitiu que hoje eu estivesse aqui, por
isso o meu primeiro agradecimento é a Ele.
Agradeço o
apoio da família. A distância que nos separa
da capital federal até o longínquo Estado da
Paraíba nos causa saudade, impõe-nos uma
missão de trabalhar ainda mais e nos dedicar
em defesa dos interesses da população
paraibana.
Haverei de
seguir exemplos de políticos da Paraíba que
aqui fizeram história. Lembro-me de Petrônio
Figueiredo, de Raimundo Asfora, do saudoso
Vital do Rêgo, que já não estão mais
conosco, e os que fazem história na
atualidade, a exemplo do Senador Ronaldo
Cunha Lima, do Senador Cássio Cunha Lima, do
poeta Ronaldo que teve a oportunidade de se
eleger para todos os cargos eletivos que um
Estado pode permitir. Aqui haverei de
defender inúmeras lutas. Por sinal tive a
oportunidade de apresentar esta semana um
projeto que cria regras.
De certa
forma, estabelece obrigatoriedade de
contratar concursado no Brasil. Farei do meu
mandato uma luta constante, permanente em
defesa de todos os concursados do Brasil.
Defendi essa bandeira no meu Estado da
Paraíba, onde tive oportunidade, como
Deputado Estadual, de instituir lei na
Assembleia Legislativa, Deputado Luiz Couto,
que obriga Estados e Municípios a
contratarem concursados. Recebi com tristeza
a decisão recente do Governo Federal de
suspender a contratação dos concursados.
Vejo que muitas vezes o Congresso Nacional
perde a oportunidade de implementar leis
mais eficazes para permitir algo como a
contratação de concursados. Enquanto o
Congresso Nacional deixa de legislar, a
justiça brasileira decide em inúmeras
instâncias, obrigando órgãos públicos a
contratarem concursados. Temos observado
isso com freqüência no Supremo Tribunal
Federal ou mesmo no STJ, em que se exige que
os órgãos públicos os contratem. Precisamos
trazer essa bandeira efetivamente para o
Congresso Nacional.
Esta semana
apresentei projeto de lei que cria essas
regras estabelecidas no edital de convocação
dos concursos públicos dentro do prazo
determinado tanto de duração como do número
de vagas. Não podemos prescindir de aprovar
legislação que definitivamente estabeleça no
Brasil essa obrigatoriedade de todos os
entes federados contratar concursados.
A nossa lei é
ampla. Evidentemente que vai estabelecer na
União, nos órgãos da Administração direta e
indireta, na própria Câmara dos Deputados e
no Senado Federal. Nós não podemos deixar de
aproveitar a oportunidade de trazer à
lucidez do raciocínio de cada um de nós uma
lei que possa, de certa forma, dar essa
segurança jurídica.
Sr.
Presidente, eu vi com tristeza no Estado da
Paraíba, após mudança de Governo,
concursados que se esforçaram, que
estudaram, que se dedicaram nas mais
diversas áreas da Administração estadual e
que passaram no concurso público, mas
tiveram que fazer greve de fome para serem
contratados ou mesmo se humilharam na frente
da Assembleia Legislativa — alguns até se
algemando - para que o Governo anterior
fizesse a contratação.
A meu ver, é
um direito legítimo. O candidato, ao prestar
concurso público, estuda, esforça-se e
qualifica-se. É aprovado e classificado
dentro das normas estabelecidas no edital.
Por que, então, a humilhação para ser
contratado? Por que não há uma legislação
que garanta efetivamente esse direito que
para nós parece ser legítimo?
Sr.
Presidente, mais uma vez quero dizer da
honra e da alegria de estar aqui. Eu farei
um esforço muito grande, um esforço
constante, contando evidentemente com o
apoio da assessoria, que é imprescindível -
para exercer um mandato voltado para os
interesses da população paraibana e
brasileira.
A vocês todos
e a todas um abraço.
Muito obrigado.